
É, parece que foi ontem que tudo aconteceu.


Ola pessoal,
Mais uma matéria feita por mim para o site www.copa2014.turismo.gov.br, e retuitada ou retransmitida, como queiram, para o site www.curitibanacopa.com.br. É gente, as coisas estão acontecendo, devagar, como sempre tudo aconteceu pra mim, mas forever...
Bjos
Ao transitar pelas cidades da África do Sul, onde estão ocorrendo os jogos da Copa do Mundo, será difícil não esbarrar em brasileiros, sejam eles torcedores, trabalhadores ou gestores da Copa de 2014. Os torcedores estão por lá para acompanhar a seleção na sua caminhada rumo ao hexa. O segundo grupo é formado por aqueles que encontraram no país sul-africano novas e boas chances de prosperar. Mas, e os gestores? Estas fazem um pouco de cada, assistindo, torcendo, mas, principalmente, trabalhando, ou seja, colhendo o máximo de informações e experiências da Copa 2010 para o Mundial de 2014, a ser realizado no Brasil.
No contexto dos que foram "estudar" a Copa de 2010 está a comitiva que faz parte do Host City Observer Programme (Programa de Observação da FIFA), de iniciativa da FIFA, que esteve na África do Sul de 19 a 24 de junho.
A comitiva, composta por 49 brasileiros - representantes das 12 cidades-sedes brasileiras - participou de palestras e seminários, reservadas à todas as manhãs de acordo com o protocolo da entidade, sempre tendo como temas principais: marketing, comunicação, direitos e deveres das cidades e dos patrocinadores, transporte e infraestrutura. Aliás, no terceiro dia de palestras, a FIFA foi clara ao anunciar que 90% da responsabilidade na organização do evento, serão das cidades-sede.
Também foram colocados com bastante clareza e riqueza de detalhes aos integrantes da comitiva, assuntos como: proteção das marcas, utilização de placas de ruas nos trajetos estabelecidos pela FIFA, debate para a implantação de um marco regulatório nas cidades para disciplinar a propaganda, a fim de que sejam protegidos os direitos dos patrocinadores.
Na parte da tarde, a comitiva realizava visitas aos estádios e obras de infra-estrutura. O primeiro foi o Soccer City, em Joanesburgo. "Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi a complexidade que um evento deste porte leva, por exemplo, a uma cidade com um território físico como a de Joanesburgo", analisa Newton Baggio, secretário de Gestão de Porto Alegre.
Direto de Natal (RN), o secretário estadual para Assuntos Relativos à Copa (Secopa), Fernando Fernandes, ao lado do secretário Municipal de Comunicação Social, Jean Valério, e do vice-prefeito de Natal, Paulinho Valério, destacaram alguns pontos a serem analisados, tais como: transporte público, segurança e até o envolvimento da população com o evento. Eles ficaram surpresos com a diferença entre os campos, ou arenas, na África do Sul para a Copa, e os estádios brasileiros, destacando o conforto e a segurança.
Já Baggio possui opinião diferente, pois acha que as arenas sul-africanas estavam bem preparadas e estruturadas para receber os jogos, mas nada muito à frente do que pode ser feito com os estádios brasileiros. Outro problema que preocupa os brasileiros, ainda segundo o secretário, é a questão dos ingressos. "No início eles tiveram alguns problemas na distribuição e venda dos tíquetes, mas entenderam o sistema e não aconteceu mais". Já em relação à segurança, item bastante discutido, notou-se mais policiais nos estádios do que nas ruas e alguns deles ainda seguem em treinamento. Da região Nordeste, estiveram presentes no “Programa de Observação da FIFA” o secretário de Turismo de Recife, Samuel Oliveira, e o secretário de Turismo de Pernambuco, Paulo Câmara, que além dos pontos já citados, ainda procuraram analisar a mobilidade urbana e os aeroportos, tópico importante quando se trata de Copa do Mundo. "Achei o aeroporto de Joanesburgo bem sinalizado e de trânsito fácil, assim como as cidades e principais vias de acesso. Para complementar o povo é bastante participativo e alegre", finalizou o secretário.
Os integrantes da comitiva brasileira acreditam que a reunião de boas informações trazidas das experiências na África do Sul, servirão para que o País se prepare melhor para realizar uma excelente Copa do Mundo em 2014.

Não só a biodiversidade brasileira, suas paisagens naturais e seu povo hospitaleiro são fortes motivos para os turistas visitarem o Brasil na Copa do Mundo de 2014. Centros de consumo e shopping centers também serão alternativas de passeio para os visitantes durante o evento, e esses já começam a se preparar focando atendimentos, serviços, e principalmente algumas atrações.
Dois shopping centers, um em São Paulo, e outro em Curitiba prepararam para os consumidores eventos relacionados ao futebol, e à história das Copas. Na capital paulista, a principal patrocinadora da Copa na África desenvolveu um espaço interativo, onde podem ser ouvidos os gritos dos torcedores nas arquibancadas e algumas imagens de jogos e gols.
Além disso, todo o material esportivo está à mostra, como a bola que está sendo utilizada nos campos africanos, três modelos de chuteiras de alguns dos mais famosos jogadores patrocinados pela marca e camisas de algumas seleções participantes. A mostra estará à disposição do público até o fim do mundial.
Já em Curitiba, uma exposição, digamos, mais saudosa. “Que bonito é” conta a história das Copas por meio das camisas usadas por grandes craques como o baixinho Romário, o monsieur Zidane, o tanque alemão Klinsmann, o português Figo, e o carrasco brasileiro na Copa de 90, o argentino Caniggia.
A mostra que teve início no dia 10 de junho, e terminará no dia 18 de julho, apresenta uma novidade: a cada duas semanas, a seleção de camisas é trocada, sendo que novos artigos de outros monstros sagrados podem ser apreciados. Além dos mantos, uma pequena e rara coleção com seis fotos da Copa do Mundo de 1950, do jornalista paranaense José Daitchmann, também fará parte da exposição.
Serviço
Shopping Eldorado
Av. Rebouças, 3970 – Pinheiros, São Paulo, SP
Tel (11) – 2197-7810
Shopping Curitiba
Av. Brigadeiro Franco, 2300 – Batel, Curitiba, PR
Tel (41) – 3026-1000

Eu cheguei em frente ao portão
Meu cachorro me sorriu latindo
Minhas malas coloquei no chão
Eu voltei!...
Tudo estava igual
Como era antes
Quase nada se modificou
Acho que só eu mesmo mudei
E voltei!...
Eu voltei!
Agora prá ficar
Porque aqui!
Aqui é meu lugar
Eu voltei pr'as coisas
Que eu deixei
Eu voltei!...
Fui abrindo a porta devagar
Mas deixei a luz
Entrar primeiro
Todo meu passado iluminei
E entrei!...
Meu retrato ainda na parede
Meio amarelado pelo tempo
Como a perguntar
Por onde andei?
E eu falei!...
Onde andei!
Não deu para ficar
Porque aqui!
Aqui é meu lugar
Eu voltei!
Pr'as coisas que eu deixei
Eu voltei!...
Sem saber depois de tanto tempo
Se havia alguém a minha espera
Passos indecisos caminhei
E parei!...
Quando vi que dois braços abertos
Me abraçaram como antigamente
Tanto quis dizer e não falei
E chorei!...
Eu voltei!
Agora prá ficar
Porque aqui!
Aqui é o meu lugar
Eu voltei!
Pr'as coisas que eu deixei
Eu voltei!..(2x)
Eu parei em frente ao portão
Meu cachorro me sorriu latindo!

Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também de despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida

O Corinthians saiu da Libertadores, de novo. Como sempre, a euforia terminou em casa, diante da torcida, que fez sua parte, encheu a casa e voltou triste. O Corinthians é um time que tradicionalmente perde na Libertadores, é fato.
Mas, como deu pra notar hoje, e de forma que jamais havia visto em toda minha vida, é o time que mais “incomoda” no país.
Palmeirenses, são paulinos, santistas, cruzeirenses, atleticanos, gremistas, colorados, até alguns cariocas. Todos torciam pelo Flamengo, outro gigante com alto índice de rejeição, sem a menor cerimônia.
Isso pra muitos é tido como “time odiado”, só.
Mas, ainda assim, é um baita recibo de grandeza.
A festa que fizeram na cidade quando o Flamengo fez o gol parecia um jogo de Copa do Mundo. E isso só acontece com o Corinthians.
Na mesma proporção, não existe. Nem com Palmeiras rebaixado, SPFC eliminado, nada!
É o time que mais incomoda, o que mais causa raiva, e evidentemente o que mais se prova gigante sem ter que mover uma palha.
O Corinthians consegue ser grande pelos seus méritos e, quando não, pela reação dos outros.
Quarta, no Pacaembu, fez um primeiro tempo fantástico. Sua torcida deu um show, apoiou, encheu a casa, fez festa com o que tinha, já que em SP não entra bandeiras e nem nada.
O time tentou, mas do outro lado tinha outro time. Não existe “perder pra si mesmo”. Isso é raro. E não foi o caso.
Ao final, a temida Fiel não quebrou nada. Aplaudiu, porque viu que houve entrega e esforço. Não deu, como no futebol sempre “não dará” pra um dos lados.
Muitos passarão a semana questionando tudo no Corinthians. Tudo aquilo que não seria questionado se um chute do Love tivesse ido na trave. Não concordo com isso.
Fez ótima campanha, mas pegou um time digno de final logo nas oitavas, ironicamente por incompetencia deste mesmo rival na primeira fase.
Se desmontado, não ganha nada com isso.
Se mantido, o trabalho renderá frutos.
O Corintiano mente pra si mesmo quando diz que “não tá nem ai pra Libertadores”. Como os demais mentem quando dizem “nem ligar pro Corinthians ganhar”.
A vontade do corintiano pelo torneio é tamanha que no dia que acontecer, e acontecerá, veremos a maior festa da história do futebol brasileiro no que diz respeito a um clube. Não tenho dúvida, e quero estar vivo pra ver.
E o medo disso acontecer é tamanho que gera tudo que gerou esta eliminação.
Rivais felizes, corintianos tristes.
Mas é o futebol.
Dormir triste é parte do jogo. Dormir irritado ou revoltado é que não faz parte de nada disso.
Se voltou pra casa apenas triste, tenha certeza: Seu time honrou a camisa.
E isso basta.
Amanhã tem jogo, ano que vem tem mais, e nada vai mudar.
O Corinthians perdeu, está fora, será cobrado e gozado por isso.
Mas que passaram um recibo gigante quarta, passaram!
abs,
Ricardo Perrone - Jornalista flamenguista
Obs.: recebi esse texto de um amigo meu, e resolvi publicá-lo. É por essas e por outras que serei eternamente corinthiano...
