terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Descobri o amor...


Ainda nem completou três dias que não vejo a minha pequena, mas estou com saudade.

Passo o dia vendo fotos, relembrando seu sorrisinho lindo e o jeitinho meigo.

Após o seu nascimento, descobri entre outras coisas o que é o amor...

Papai está próximo, e ao mesmo tempo longe...

Coração apertado e saudade já basta a que sinto do "SEU" Marcello...

Não quero ficar afastado do meu bem mais precioso, do meu diamante...

É a mulher da minha vida...

Como foi bom descobrir o amor...

Te amo BEATRIZ...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Minhas duas outras filhas...




Dando continuidade à série "mulheres da minha vida", mas dessa vez em dose dupla com Luiza e Laura... Filhas da minha irmã mais velha, mas que me deram a sensação antes do tempo, já que na época que a Luiza nasceu a Beatriz ainda não havia aparecido no pedaço, de ser pai. Tenho que ser justo com a Lalá que aproveitei e dei muito mais pela primogênita, mas isso não tira o meu amor pela segunda que, apesar de não ser minha afilhada - e quem se importa com isso???? - , também é muito forte.

Irmãs, mas de temperamentos e gostos bastante diferenciados, Luiza e Laura me fizeram gostar mais ainda, como se isso fosse possível, de crianças. A primeira sempre foi quietinha, gosta de assistir desenhos, se interessa por atividades tranquilas. A segunda é um rojão, cabelo despenteado, está por toda a parte e não dá sossego a ninguém. As duas???? Lindas né, fazer o que???? Adoro quando as duas chegam em casa, e a meu pedido, vem me dar um beijo duplo. Muito melhor que brigadeiro em festa infantil...

Lu completa sete anos em dezembro, magrelinha, sempre cresceu mais do que ganhou peso, cabelo liso, estilo de modelo. Já Laurinha é mais gordinha, pernocas roliças, barriguinha saliente, e bem moreninha. Parece um pedacinho de carvão quando vai à praia. Se completam, o que falta em uma sobra na outra, mas a alegria que transmitem, assim como a minha BEATRIZ, é impublicável. Ainda não foi inventado adjetivo para tal sentimento, e acho que são coisas que extrapolam qualquer frase, linha ou palavra.

Como explicar tanto trabalho, tanta entrega, tanto cansaço, e ainda assim tanto amor por essas "pestinhas"???? Um dia de diversos problemas, reuniões, trânsito e fadiga muda totalmente quando chegamos em casa, e encontramos essa figurinhas no meio do caminho. Um sorrisão gostoso, ou apenas "Oi Papai" já funcionam como um apagador, deixando tudo de ruim que passamos para trás.

Minhas princesas Luiza e Laura, o DINDO precisa dizer que ama vocês, mesmo sendo repetitivo, que são a alegria dos meus dias mesmo estando longe, e que mesmo não entendendo direito ainda o que aconteceu em relação à perda do Vovô, ajudaram demais nos complicados dias que passamos, e que ainda vamos passar. Mas temos que ser positivos, pensar que agora o vovô está bem, e que temos vocês para continuar nos dando alegrias, emoções e surpresas. Assim como a Bibi, são meu oxigênio, combustível vital para meu coração continuar batendo forte.

Bjão do DINDO...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Dúvida...


Eu não sei se sou eu que AINDA não deixei claro a todos, ou se as pessoas não entenderam - ou não fazem questão de entender - que agora sou pai, e que com isso minha responsabilidade aumenta oito mil por cento, segundo meus próprios cálculos. A todo momento tenho que ficar explicando o motivo de estar "fora" do circuito, de não mais participar ativamente de churrascos, encontros e futebol até tarde da noite, de estar tratando de outras coisas, de dar total ênfase ao trabalho, e a outras atividades que antes da BEATRIZ nascer não eram comuns em meu cotidiano.

Acho que quando digo isso às pessoas, elas acham que estou exagerando, ou que as coisas não acontecem da maneira que eu passo à elas. Momentaneamente é isso que eu posso oferecer, estou sumido mesmo, não ligo mais, não sou mais o cara de outrora. Mas, por favor não me façam dizer o que eu ando mostrando mais nitidamente nos últimos tempos. Agora o que importa realmente para mim é a BEATRIZ, ela está em primeiro lugar, e se quiserem estar ao meu lado terão que estar ao lado dela também. E ai de alguém que OUSAR ser contra, ou algo próximo. Se quiserem me convidar para qualquer que seja o evento, meu convite terá que vir com o nome da BEATRIZ. Se não... Não vou...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Mãe só tem uma...


Tirando minha filha nunca escrevi sobre as mulheres da minha vida, mesmo porque não foram tantas assim, mas quem sabe um dia eu escreva o que cada uma representou para mim. Mas tem uma em especial que representa, e espero que ainda fique ao meu lado durante muito tempo. Em meus "quase" 36 anos sempre foi a minha perseguidora mais implacável, incansável mesmo. Talvez sem ela não tivesse me formado, não estaria escrevendo, não estaria fazendo um monte de coisas. Não quis que eu tentasse a sorte no futebol, mas será que eu era tão bom que conseguiria me tornar um jogador profissional? Vocês sabem né, mãe tem um sexto sentido, vai ver pressentiu que a paixão do filho era o Corinthians, e não o futebol.

Mostrou ser uma mulher de fé quando meu pai precisou de ajuda, já que as coisas não iam tão bem no trabalho, e saiu à caça para vender - uma de suas especialidades - artigos para a beleza feminina. Daquele tempo sobraram apenas algumas lembranças, e alguns poucos batons que não conseguiu comercializar. Depois disso entrou de cabeça no comércio de roupas femininas, e não saiu mais. Já está naquele estágio em que não é necessário sair atrás de compradores. As interessadas em seus produtos, de muita qualidade por sinal, já ligam e encomendam aquilo que precisam. O celular toca insistentemente, mas ela ainda não sabe o manusear muito bem.

Após muito tempo na batalha consegue pagar as contas, e ainda guardar um qualquer para viagens, reformas em casa, e outras coisinhas. Adora vender, mas o ofício anda um pouco afastado, primeiro por conta de problemas em sua vista que acabaram sendo solucionados, apesar de ter perdido boa parte da visão. Em seguida, foi a FIEL escudeira do velho Marcello na sua luta contra o câncer. Também perdeu, mas desta vez foi o companheiro que tanto faz falta a todos nós. Levava, trazia, cadeira de roda pra cima, pra baixo, mas lá estava ela. Fez o que pôde, mas não conseguiu evitar o pior.

Após alguns meses, no exato momento da volta por cima, outro revés. Pé quebrado e mais alguns dias de molho, mas nada que abale a força de D. Elenice. Acho que aconteceu para dar a ela um pouco de descanso, pois a guerreira também precisa. Filha única de D. Maria Tosca e "SEU" Armando tem três filhos, Marcela, Renata e aquele que vos escreve. Sem sombra de dúvida o que deu mais trabalho a ela, mas nem eu consegui fazer com que ela desistisse. Vó dedicada de Luiza, Laura e Beatriz ama de paixão as três netinhas, assim como eu.

Após todo o trabalho que dei a ela, está na hora de começar a recompensá-la. Retribuir por todo o empenho e dedicação em tanto tempo. Começar a nos fortalecer novamente, pois a perda foi sentida, o golpe foi duro. Mas tenho certeza que com a ajuda dele, de onde e como ele estiver, virá. Pois assim como ele, nós também a amamos...
Um Beijão Mãe...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

1 ano...





Exatamente há um ano atrás, estava eu no hospital e maternidade Samaritano para o acontecimento mais importante da minha vida. Coberto dos pés à cabeça com uma roupa cinza que me deixava com jeito de terrorista, esperava o aval da equipe médica para ir até a sala onde a mamãe já estava. Enquanto isso, já de máquina fotográfica em punho, aguardava ansioso o chamado, mãos molhadas, inquiteto. Após algum tempo, que pela situação me pareceu uma eternidade, fui liberado e pude ficar ao lado da Rê, que se encontrava muito trêmula, mas tranquila. Conversamos um pouquinho, dei força a ela, tentei transmitir tranquilidade, e ouvi algumas brincadeiras dos médicos perguntando se eu não iria desmaiar, que na maioria das vezes os pais de primeira viagem passavam mal. Mas eu estava bem...




De repente, a enfermeira me diz que estava na hora, e me perguntou se ia querer acompanhar o parto. Assenti com a cabeça, e fui para a parte da frente da cama. Nascia naquele exato momento, 07:59 do dia 03 de agosto de 2008, Beatriz Lacerda Trigo Paredes, o meu pacotinho. Na opinião de pai babão que sou, já nasceu linda, e a cada dia que passa fica mais. Momento indescritível que vai ficar na minha memória para sempre.




Nesse um ano da princesinha aconteceram coisas boas, e outras nem tanto. Perdi meu pai, briguei com a Rê, momentos tensos no trabalho, alguns dias afastados dela. Acima de tudo ganhei uma força incrível transmitida pela Beatriz, que ela não imagina ter me passado, e que eu não imaginava que pudesse haver entre pai e filha, mas vou agradecê-la sempre por isso. Os momentos agradáveis acontecem na hora do banho, do leitinho, das brincadeiras, dos presentes, das papinhas, das palminhas, dos grunhidos, do balancinho, até na hora em que ela faz aquela naninha é demais.




Beatriz, Bia, Bibi, pafunça esse é o primeiro de muitos anos agradáveis que passaremos juntos. Com certeza durante esse caminho aparecerão algumas pedras, mas certamente tendo vc ao meu lado será mais fácil contornar ou transpor. Papai achava que era feliz antes de aparecer, mas hoje tenho certeza absoluta que não sabia o que era felicidade. Vou fazer de tudo para dar o melhor para sua educação, saúde e lazer, assim como tenho certeza que a mamãe fará o mesmo. Obrigado pelo montão de coisas positivas que me deu, em tão pouco tempo de vida. Antes a vida do papai não tinha significado, mas hoje tem nome e sobrenome. Beatriz Lacerda Trigo Paredes, o papai te ama. Parabéns...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Nada é mais bonito...


Um pouco atrasado por conta de diversos fatores extra campo, escrevo aqui mais uma epopéia vivida pelo Sport Club Corinthians Paulista, o campeão dos campeões. Só para variar em mais uma decisão de campeonato, mais especificamente a Copa do Brasil. Voltando a Porto Alegre onde se misturam sensações boas e ruins, o jogo é no Beira Rio contra o ótimo Inter, não de Falcão, Carpegiani e Figueroa, mas de Nilmar, Taison e Guinãzu. A nossa esquadra vai de Ronaldo, Felipe e Douglas, e com a vantagem de 2 X 0 conseguida no Fielzão, em noite alucinante.


Passei o dia inteiro com dor de barriga, natural em datas de grandes confrontos. Mas assim que começou o embate, diferene de tantas outras vezes, o Coringão atropelou os vermelhos, gols de Jorge Henrique, o baixinho brigador, e André Santos, timão desde criança. Aí foi só administrar, ouvir o grito da fiel, e o atônito estádio que não acreditava que aquilo estava acontecendo. O jogo foi se desenrolando sem muita graça, pois o Coringão logo cortou a perna do saci e acabou o conto de fadas colorado, que com medo do inevitável distribuiu dias antes da final um DVD com supostos favorecimentos dos árbitros ao Corinthians. Papo furado, futebol é resolvido dentro de campo, e nós atropelamos, e mais uma vez deixamos um estado mudo, sem palavras. E a fiel em êxtase, novamente...


Agora todos que riram, que pisaram, que caçoaram anos atrás, vão ter que aguentar o ano alvinegro. Ainda tem o Brasileirão onde vamos comer pelas beiradas, só na boa, porque para nós o ano acabou, vamos apenas comemorar. Nos últimos anos não houve comemoração, a não ser pelo fato de sermos corinthianos. Mas esse ano vamos beber até cair, como caímos, e levantar, como levantamos. Campeões, mais uma vez...


Só para não esquecer, como se fosse possível, o time formou com: Felipe, a muralha, Alessandro, o incansável, Chicão e Willian, as torres gêmeas, e André Santos, discípulo imediato de Wladimir e Sylvinho. Cristian, que será eternizado pelo sinal que fez aos bambis, Elias, o homem invisível, Douglas, o maestro. O trio de ferro conta com Jorge Henrique, o baixinho brigador, Dentinho, mais um das categorias de base, e Ronaldo. Não vou tecer comentário sobre este último, pois não é necessário. Sem falar em Boquita, Diego, Saci, Souza, Morais, Moradei, cachorro louco, Jucilei, Otacílio Neto e todos os demais que envergaram a maravilhosa camisa alvinegra. Que me desculpem os adversários, mas Corinthians Campeão, nada é mais bonito...


Ps.: agora meu velho, dá uma forcinha aí de cima, ok? Abração...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Até mais...


Após uma difícil batalha travada durante quase três anos contra uma doença terrível, meu pai foi vencido. Situação estranha para mim, já que em outras ocasiões a vida havia tentado vencê-lo, mas não obtivera êxito. Teve uma infância pobre, e junto com ela todos os problemas que a falta de condição acarreta. Saiu de casa cedo para trabalhar, e conseguir uma vida melhor. Sempre foi forte, e aos poucos foi sendo recompensado por isso. Possuía uma sinceridade assustadora, e isso trouxe mais dissabores do que alegrias nesse mundo mentiroso em que vivemos. Tudo que fazia era no sentido de dar o máximo para sua família, mulher e três filhos.


Ranheta, temperamento forte, não gostava de ganhar presentes, festas ou de abrir seu coração. Não chorou nem mesmo quando os pais morreram, mas tinha apego especial por crianças. Antes mesmo de ser avô, adorava brincar com crianças de qualquer idade, cor, ou religião dispensando sempre muita atenção a elas. Depois que vieram as suas princesas Luiza, Laura e Beatriz com quem infelizmente teve pouco contato por conta do estágio avançado da doença, se desmanchava em declarações de amor e carinho.


Parceiro de todas as horas, era um pai duro, fazia questão de que todos estudassem, e não havia desculpa para uma nota ruim ou um boletim vermelho, pois ele conseguiu se formar apenas depois de velho, já que na infância os pais não deram a condição necessária para que eles estudassem em uma faculdade. Adorava pegar os três filhos e correr para o Ibirapuera, onde todos brincavam até a exaustão. Até pouco atrás, ainda realizava suas caminhadas no mesmo local, sempre comigo ao seu lado relembrando momentos ótimos que passamos juntos.


Além da mulher, filhos e netas tinha outra paixão: o Corinthians. Dizia que não era fanático como eu, se tal atleta fosse contratado não iria mais torcer, mas jamais deixou de acompanhar o time. Tinha na ponta da língua todos os times campeões, mas tinha preferência pelos times de 1954, 1977, 1990, times guerreiros, mas que acabaram entrando para a história, assim como ele. Morreu campeão, pois dias antes o Coringão havia batido o Internacional, e dado a ele a oportunidade de mais uma conquista em vida. Agora ele vai assistir tudo lá de cima, de um lugar bem melhor.


Desculpe a todos os meus amigos, mas ele era o meu preferido. Me ensinou o caminho das pedras, nunca deixou de me acompanhar em nada, estava ao meu lado para aplaudir e para bronquear, assisti em seu colo o título de 77, e minha tristeza maior é que ele verá a minha Beatriz crescer de longe. Não poderá realizar o meu sonho, (e acredito que o dele também) de passearmos juntos por aí.


Pai, de onde quer que esteja, quero agradecer por todo o apoio, dedicação, pelos passeios, conversas, risadas, jogos do Corinthians, e por ter me feito o homem que sou. Não sei se vou conseguir ser o que você foi, mas vou tentar. Fazer com que a minha filha sinta por mim, o que eu sinto por você. Nem bem se foi, e eu já estou com saudade. Espero encontrá-lo novamente, e dessa vez quero vê-lo bem, sem fios, injeções, ou camas de hospital. Te amo, até mais...