quinta-feira, 10 de junho de 2010

Últimos dias...


Após quase três anos de Editorial Magazine, onde escrevi para as três publicações da editora, meu último dia está chegando. As manifestações de carinho nesses momentos de despedida, nos transmitem sentimentos preciosos para continuar nossa caminhada, e o desejo de que todos os nossos dias fossem os últimos. Talvez assim houvesse mais amor, carinho, compreensão coisas boas que senti quando li alguns dos e-mails que recebi...

Este é o primeiro da série, direto da pessoa que aguentou minhas reclamações, meu azedume, e minha cara amarrada durante anos...

Fred,

Nem sempre as piadas óbvias, racistas ou homofóbicas
são ruins - elas podem nos obrigar a abrir o sorriso quando a alma está triste (mesmo não concordando com seu teor) ou nos lembrar que há sempre um Fred - absolutamente insubstituível - para quebrar a monotonia da tarde.
E sempre é bom ter alguém que fale certas verdades, quando vivemos em um mundo de hipócritas para os quais o "gosto de você" não tem qualquer fundamento.

Então, o que desejo a você é que seja feliz na nova empreitada
(de coração), que encontre uma mocinha do interior da Paraíba para juntar os trapinhos (isso já é praga), que dê certo no trabalho (ui!) e que, enfim, JAMAIS PERCA O FOCO. Principalmente quando isso significar JAMAIS ESQUECER OS AMIGOS.

Ah, e como nem sempre o Ctrl C + Ctrl V é ruim...aqui vai minha versão de copiar/colar

Encontros e Despedidas

Milton Nascimento e Fernando Brant

Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir

São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também de despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida

Beijo da sua chefa, seguramente inesquecível!

v.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Recibo de grandeza


A grandeza corintiana, a verdade final após o que não há mais nada a comentar!!

Artigo escrito por jornalista flamenguista sintetiza o que representa o Corinthians para os outros...


O Corinthians saiu da Libertadores, de novo. Como sempre, a euforia terminou em casa, diante da torcida, que fez sua parte, encheu a casa e voltou triste. O Corinthians é um time que tradicionalmente perde na Libertadores, é fato.
Mas, como deu pra notar hoje, e de forma que jamais havia visto em toda minha vida,
é o time que mais “incomoda” no país.
Palmeirenses, são paulinos, santistas, cruzeirenses, atleticanos, gremistas, colorados, até alguns cariocas. Todos torciam pelo Flamengo, outro gigante com alto índice de rejeição, sem a menor cerimônia.
Isso pra muitos é tido como
“time odiado”, só.
Mas, ainda assim, é um baita recibo de grandeza.
A
festa que fizeram na cidade quando o Flamengo fez o gol parecia um jogo de Copa do Mundo. E isso só acontece com o Corinthians.
Na mesma proporção, não existe. Nem com Palmeiras rebaixado, SPFC eliminado, nada!
É o time que mais incomoda, o que mais causa raiva, e evidentemente o que
mais se prova gigante sem ter que mover uma palha.
O Corinthians consegue ser grande pelos seus méritos e, quando não, pela reação dos outros.
Quarta, no Pacaembu, fez um primeiro tempo fantástico. Sua torcida deu um show, apoiou, encheu a casa, fez festa com o que tinha, já que em SP não entra bandeiras e nem nada.
O time tentou, mas do outro lado tinha outro time. Não existe “perder pra si mesmo”. Isso é raro. E não foi o caso.
Ao final,
a temida Fiel não quebrou nada. Aplaudiu, porque viu que houve entrega e esforço. Não deu, como no futebol sempre “não dará” pra um dos lados.

Muitos passarão a semana questionando tudo no Corinthians. Tudo aquilo que não seria questionado se um chute do Love tivesse ido na trave. Não concordo com isso.
Fez ótima campanha, mas pegou um time digno de final logo nas oitavas, ironicamente por incompetencia deste mesmo rival na primeira fase.
Se desmontado, não ganha nada com isso.
Se mantido, o trabalho renderá frutos.
O Corintiano mente pra si mesmo quando diz que “não tá nem ai pra Libertadores”. Como os demais mentem quando dizem “nem ligar pro Corinthians ganhar”.
A vontade do corintiano pelo torneio é tamanha que no dia que acontecer, e acontecerá, veremos a maior festa da história do futebol brasileiro no que diz respeito a um clube. Não tenho dúvida, e quero estar vivo pra ver.
E o medo disso acontecer é tamanho que gera tudo que gerou esta eliminação.

Rivais felizes, corintianos tristes.
Mas é o futebol.
Dormir triste é parte do jogo. Dormir irritado ou revoltado é que não faz parte de nada disso.
Se voltou pra casa apenas triste, tenha certeza: Seu time honrou a camisa.
E isso basta.
Amanhã tem jogo, ano que vem tem mais, e nada vai mudar.
O Corinthians perdeu, está fora, será cobrado e gozado por isso.
Mas que passaram um recibo gigante quarta, passaram!

abs,
Ricardo Perrone - Jornalista flamenguista

Obs.: recebi esse texto de um amigo meu, e resolvi publicá-lo. É por essas e por outras que serei eternamente corinthiano...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Sangue Azul...


Vez ou outra me pego pensando nas coisas que fiz - ou deixei de fazer - na minha curta, porém proveitosa existência, nas pessoas que conheci, naquelas que faziam parte do meu convívio, das pessoas que gosto, daquelas que não vejo a algum tempo. E existem algumas carimbadas, aparecendo sempre no álbum das minhas lembranças.

Esse com certeza faz parte desse grupo, pois estivemos juntos em diversas ocasiões. Ficamos um tempão sem nos encontrar por conta de uma briga boba de crianças que ainda cresciam, mas depois nossas famílias voltaram às boas. Adorava, e sabia como poucos contar um "causo", histórias divertidíssimas que nos faziam viajar no tempo.

Geralmente passagens engraçadas da infância quando ainda vivia na cidade mineira de Poços de Caldas. Havia muita dificuldade, mas ao mesmo tempo muita vontade de melhorar. Ao lado do meu velho, que de acordo com ele, já era bravo e turrão, e de uma infinidade de primos, as coisas aconteciam em profusão.

Nos reunimos quase sempre nos Natais, e ao lado dele, piadas e casos não faltavam. Era uma pessoa bastante carismática, gostava de comer bem, de um bom café, e um cigarrinho sentado na poltrona da sala de TV. A impressão que eu tinha quando entrava na casa, mesmo após a sua morte, é que ainda o encontraria sentado lá.

Nunca o havia visto tão nervoso como no dia em que fomos assistir o Coringão no Pacaembú, jogo duro, complicado, só para variar, e ao meu lado parecia que ele iria engolir o maço de cigarro, parceiro de sempre, a qualquer hora. Bigodinho, barriga proeminente, baixinho, um companheiro fantástico.

Me lembro ter ficado muito triste quando o vi numa das últimas vezes ainda no hospital, pois a situação dele já era crítica, e não foi como sempre. Outra passagem que não me esqueço, e nem poderia, foi que conheci a mãe da minha filha dias após a sua morte. Vai ver já colocando a BEATRIZ no meu caminho para conseguir suportar a sua perda, e anos depois a ausência do meu pai também.

É sangue azul, Toninho, Tio Poli, Becário agora você está aí em cima ao lado do turrão com certeza contando diversas histórias, torcendo pelo Coringão, e bem, bem melhor do que estavam. Mas isso já é outra história, e vocês me contam depois...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Meu afilhado...


Ele chegou outro dia, e hoje já foi embora. Por conta da falta de tempo, não consegui dar mais atenção a ele. Fico mal por isso, pois sou o seu segundo pai, e gosto muito dele. Por que existe o afastamento? Já me perguntei isso outras vezes, mas... Tem coisas que não vou conseguir entender nunca, mas a idade vai me fazendo entender e melhor do que tudo, compreender determinados rumos que a vida toma.

Engraçado né, pois em outra oportunidade que esteve por aqui, no momento em que ele se foi, eu não senti como dessa vez. Não sei se as coisas ainda estavam frescas na cabeça do pequeno, ele parecia um bicho enjaulado, agressivo, inquieto e mal educado, com certeza herança materna. Dessa vez o "magrelo" estava diferente, mais tranquilo, menos selvagem, mais GUSTAVO. Aquele mesmo que eu vi nascer, crescer e que adorava brincar com o "DINDO".

GUGA, espero que da próxima vez que aparecer em São Paulo, - que seja rápido - eu possa dar mais atenção a você. Quero que conheça a minha BEATRIZ, e que se reencontre com a Luiza e a Laurinha. Que possamos sair por aí para ir a parques, jogos do Corinthians e qualquer outro lugar que queira. Apesar de estar longe, e de não receber ligações minhas por questões que hoje talvez não entenda, o "DINDO" gosta bastante de você.

Não sei porque, nem em quanto tempo isso vai acontecer, mas tenho um pressentimento que um dia voltará a morar aqui em São Paulo. Isso é só um afastamento temporário, e quando voltar estaremos esperando você de braços abertos. Fica com DEUS, e volte logo...

Bjão do DINDO

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

2010...


Mais um ano se foi, com tudo de bom e ruim que aconteceu, e outro novinho em folha está chegando. Só para variar entramos o ano pulando sete ondas, comendo lentilha, de cueca amarela - não é o meu caso - e por aí vai. E com a chegada de 2010 novas oportunidades para realizarmos algo que está encostado, um pouco esquecido.

Talvez aquele curso de especialização, uma viagem, um encontro, um emprego novo, um pedido de desculpas, um beijo, um abraço, uma ligação para aquela pessoa que há tempo não encontramos, uma auxílio a quem precisa, uma oração, ou apenas o silêncio. Ouvir o vento, a chuva, o sol nascendo, uma música relaxante, a voz de quem você ama, a rede adversária estufando, um grito de gol enlouquecido.

O importante é que cuidemos da saúde, das pessoas que estão ao nosso redor, dos familiares, das nossas amizades, dos dentes, dos cabelos, das unhas, que respeitemos sempre o próximo. Que nossos gestos sejam sempre carinhosos, que o sorriso nos acompanhe sempre, e que nosso coração esteja batendo mais forte do que nunca. Pode ser pelos filhos, pela famíla, pelo nosso amor - ainda não - correspondido, ou mesmo pelo time preferido, mas que bata como um tambor, sempre forte e cheio de vida.

Que venha 2010, e junto com ele tudo aquilo que torna a vida interessante... As pessoas, os encontros, a conversa descompromissada, o amor, o sorriso, a paixão, o sexo, a cerveja, o Corinthians, o futebol e principalmente a saúde, para poder realizar tudo isso com bastante intensidade.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Descobri o amor...


Ainda nem completou três dias que não vejo a minha pequena, mas estou com saudade.

Passo o dia vendo fotos, relembrando seu sorrisinho lindo e o jeitinho meigo.

Após o seu nascimento, descobri entre outras coisas o que é o amor...

Papai está próximo, e ao mesmo tempo longe...

Coração apertado e saudade já basta a que sinto do "SEU" Marcello...

Não quero ficar afastado do meu bem mais precioso, do meu diamante...

É a mulher da minha vida...

Como foi bom descobrir o amor...

Te amo BEATRIZ...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Minhas duas outras filhas...




Dando continuidade à série "mulheres da minha vida", mas dessa vez em dose dupla com Luiza e Laura... Filhas da minha irmã mais velha, mas que me deram a sensação antes do tempo, já que na época que a Luiza nasceu a Beatriz ainda não havia aparecido no pedaço, de ser pai. Tenho que ser justo com a Lalá que aproveitei e dei muito mais pela primogênita, mas isso não tira o meu amor pela segunda que, apesar de não ser minha afilhada - e quem se importa com isso???? - , também é muito forte.

Irmãs, mas de temperamentos e gostos bastante diferenciados, Luiza e Laura me fizeram gostar mais ainda, como se isso fosse possível, de crianças. A primeira sempre foi quietinha, gosta de assistir desenhos, se interessa por atividades tranquilas. A segunda é um rojão, cabelo despenteado, está por toda a parte e não dá sossego a ninguém. As duas???? Lindas né, fazer o que???? Adoro quando as duas chegam em casa, e a meu pedido, vem me dar um beijo duplo. Muito melhor que brigadeiro em festa infantil...

Lu completa sete anos em dezembro, magrelinha, sempre cresceu mais do que ganhou peso, cabelo liso, estilo de modelo. Já Laurinha é mais gordinha, pernocas roliças, barriguinha saliente, e bem moreninha. Parece um pedacinho de carvão quando vai à praia. Se completam, o que falta em uma sobra na outra, mas a alegria que transmitem, assim como a minha BEATRIZ, é impublicável. Ainda não foi inventado adjetivo para tal sentimento, e acho que são coisas que extrapolam qualquer frase, linha ou palavra.

Como explicar tanto trabalho, tanta entrega, tanto cansaço, e ainda assim tanto amor por essas "pestinhas"???? Um dia de diversos problemas, reuniões, trânsito e fadiga muda totalmente quando chegamos em casa, e encontramos essa figurinhas no meio do caminho. Um sorrisão gostoso, ou apenas "Oi Papai" já funcionam como um apagador, deixando tudo de ruim que passamos para trás.

Minhas princesas Luiza e Laura, o DINDO precisa dizer que ama vocês, mesmo sendo repetitivo, que são a alegria dos meus dias mesmo estando longe, e que mesmo não entendendo direito ainda o que aconteceu em relação à perda do Vovô, ajudaram demais nos complicados dias que passamos, e que ainda vamos passar. Mas temos que ser positivos, pensar que agora o vovô está bem, e que temos vocês para continuar nos dando alegrias, emoções e surpresas. Assim como a Bibi, são meu oxigênio, combustível vital para meu coração continuar batendo forte.

Bjão do DINDO...