segunda-feira, 18 de maio de 2009

Que delícia balançar com você...


Após um tempinho afastado dela por problemas de saúde (mínimos), este final de semana foi sensacional. Minhas atenções ficaram todas voltadas para a minha pequena (que já não é tão pequena assim) BEATRIZ. No sábado, cheguei na casa da Vovó dela por volta de 9:30 da manhã, e logo fui passear, dei almoço, e na parte da tarde fiquei lá até a baixinha dormir, tirar aquele soninho gostoso, tranquilizante, que dá vontade de abraçar bem forte e mostrar pra todo mundo, o quanto vc ama aquela cosinha mais linda que descansa como um anjinho. No fim do dia um dos momentos mais gostosos, e olha que é difícil escolher quando estamos com quem amamos, a hora do banho. Água quentinha, diversos brinquedos na banheira, e aquele olharzinho mole, que pede um pijaminha e uma mamadeira gostosa. Quando tudo isso terminou, próximo das 22 horas, voltei para casa, meio sem graça, já com saudade e com uma vontade enorme de ter ficado ao seu lado...

No dia seguinte voltei às 10, Bia estava um pouco irritada, serelepe, mas com o passeio tudo ficou tranquilo, ela dormiu um pouquinho, e logo o sorrisinho gostoso voltou para aquele rostinho fantástico, que presta atenção em tudo, e que faz agente parar no tempo. Mais uma naninha após o almoço, e na sequência fomos brincar um pouquinho na pracinha localizada na rua de cima da casa da Vovó Lilian, algumas crianças e o "pacotinho" no meu colo, de olho em tudo e em todos, pronta para entrar na bagunça. Neste momento vagou um balancinho, e como ela ainda não consegue ficar sozinha, sentei com ela e começamos a balançar. Ficamos um tempão naquele suave e doce movimento, e foi uma delícia, óbvio que muito mais para o pai do que para a própria, mas não tinha a mínima idéia de que balançar com a filha grudadinha ao meu corpo era tão gostoso, e trazia tanta satisfação. No mesmo horário do dia anterior, acabei (contrariado novamente) voltando para casa, mas tão feliz e satisfeito pelo final de semana ao lado da MINHA FILHA, que a segunda-feira, sempre azeda e mal humorada, está leve, livre e solta, como aquele balanço com a linda, a minha BEATRIZ...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Como é bom ser CORINTHIANO...


Após alguns anos bem difíceis, mais exatamente desde 2005, ano em que o Corinthians sagrou-se campeão brasileiro sem jogar um futebol muito convincente, diversas trocas de técnicos, jogadores caríssimos e mentirosos, muito oba-oba, e uma parceria iraniana sinistra, sem um pingo de crédito, pelo menos da minha parte. Mas sabe como é, somos todos CORINTHIANOS...

Até as notícias sobre o time haviam mudado de local, do caderno de esportes para as páginas policiais. Eram notas frias, calcinhas em nome da secretária da presidência, jogadores envolvidos em baladas com o iraniano, assassinatos russos, e infinitos depoimentos na receita federal com o único lema de que o importante era a "Libertadores". Mas sabe como é, somos todos CORINTHIANOS...

Tempos bicudos, os adversários não perdoavam, e em 2007 aconteceu o que (quase) ninguém queria, mas todos temiam. A segunda divisão veio coroar o esforço que todos (diretoria/parceria?) fizeram para que isto acontecesse. E agora? Veio o lema, "NUNCA VOU TE ABANDONAR", e foi exatamente o que aconteceu. Estádios cheios, euforia e transmissão ao vivo, mesmo os jogos sendo em São Paulo. No mesmo dia que o Fluminense disputou a final da LIBERTADORES (aquela, lembra?), a emissora da vênus platinada transmitiu Timão x Braga pelo paulistão, e se deu bem. Corinthians na cabeça, e audiência garantida. Fim do campeonato, Timão em sexto e a boca ia ficando amarga. Mas sabe como é, somos todos CORINTHIANOS...

Copa do Brasil, começou sem muito interesse, sem time, destroçado ainda pelo que havia acontecido, jogadores no DM, reforços de qualidade discutível. Tropeçando fomos chegando, e quando tivemos o Goiás pela frente, time mediano da região centro do Brasil, mas que está sempre achando que pode duelar com o Coringão, só porque se deu bem algumas (poucas) vezes. E, por conta do lindo manto rouxo que havia sido lançado, disseram que iam chupar uvas após o jogo. Só que a uva rouxa não é o único tipo da fruta que se vê por aí, e a FIEL após o 4 X 0 nos primeiros minutos do jogo, foi mastigando a uva verde até a semifinal contra o Botafogo carioca. Passamos, e aí apareceu o Sport que foi inapelavelmente batido na bambineira(estádio alugado), tendo que descontar o placar no Recife. Aí que o gosto amargo voltou, e mais amargo foi ficando após mais um revés. Mas sabe como é, somos todos CORINTHIANOS...

Série B chegou, e a Fiel ia inventando motivos para continuar, enfrentar a tudo e a todos de cabeça erguida, tirar o amargo da boca, vestindo sempre o manto mais bonito do planeta. Durante a competição alguns reforços foram chegando, o time foi ganhando "sustância", alguns jogaram mais do que podiam, pois envergavam tal vestimenta, e foi se consolidando, pavimentando a volta ao seu lugar por direito. Alguns maldosos diziam que era obrigação, que se não ganhasse a série B, não ganharíamos mais nada. Ganhamos e o amargo da boca deu uma trégua, voltando dias depois com a conquista do brasileiro por outro time paulista. Anos complicados... Mas sabe como é, somos todos CORINTHIANOS...

O final de 2008 foi especial, pois além de diversos reforços que deixavam o time com cara de equipe, um era simplesmente RONALDO. Sim, o maior artilheiro da história das copas era do timão. Coisa de louco!!!! Mas será que ele vai jogar, será que vai dar arrancadas fulminantes que o consagraram, dribles desconcertantes, jogadas geniais, mas principalmente gols, uma tonelada deles. Será? A apresentação foi de gala, muita gente (só para variar), promessas, torcida empolgada, e marketing, muito marketing. Corinthians e Ronaldo, dois nomes fortíssimos que dão muito retorno. Mas o começo foi um pouco frustrante para os dois, pois ele não conseguia perder peso, o clube não sabia se havia feito um bom negócio, as desconfianças só aumentavam, e ele só treinava, longe da redonda e dos gramados, o que para um jogador é altamente desmotivante. Mas sabe como é, somos todos CORINTHIANOS...


Após episódio em que Ronaldo esteve em uma boate juntamente com alguns integrantes da comissão, o "hômi" estreou contra o Itumbiara, e a torcida gostou do que viu, mas ainda não havia visto nada. Dias depois o jogo seria contra o eterno rival Palmeiras, e aí a casa caiu, ou melhor, o alambrado. Após perder boa parte do jogo, em que "eles" fizeram o gol aproveitando falha de Felipe, o "gordinho" entrou em campo e foi quando realmente começou a saga de Ronaldo com o manto mais pesado do mundo. Na primeira jogada dele, limpou o zagueiro verde e deu uma pancada no travessão, que balança até hoje. Mas o melhor estava guardado para o fim, quando os espíritos de porco já cantavam vitória, e perceberam que jamais isso deve acontecer quando Ronaldo está em campo. Aos 48, escanteio para o Timão, lá foi Douglas, o maestro, cobrar. Ele bateu com carinho nela, a bola viajou, viajou, viajou e foi ao encontro da cabeça predestinada de Ronaldo que só escorou para o fundo das redes dos atônitos palmeirenses. Foi a senha para começar a loucura, seguindo o centroavante todos os jogadores se penduraram no alambrado para comemorar com a Fiel, e o coitado (para piorar estava pintado de verde) cedeu. Sem saber, os corinthianos estavam presenciando o exterminador dos grandes, pois além de Palmeiras, São Paulo e Santos também sofreram com os gols do "GORDO". Na corrida, chute, cabeçada, de bico, de cobertura, gol do Corinthians, gol de Ronaldo. Mas sabe como é, somos todos CORINTHIANOS...


Além dele, o 26º título paulista (ah, sim, depois de toda essa narrativa, dessa epopéia, óbvio que fomos campeões) teve também André Santos, escape do escrete pela esquerda. Cristian, volante pegador que será lembrado para sempre pelo gol no último minuto (outra vez) no primeiro jogo das semis, e principalmente pelo sinal de reverência que fez para "elas". Elias, o homem invisível, incansável, em todos os lugares do campo. Douglas, o articulador, frio, calculista, tratando sempre a redonda com carinho. Teve também, e terá para sempre, o menino das categorias de base, Dentinho, pedalando e deixando os adversários loucos à sua caça. Assim como foi Luisinho, pequeno polegar, Rivellino, patada atômica, Super Zé Maria, Wladimir, o saci. Mais recentemente, Marcelo Djian, muralha alvinegra, Márcio, campeão como jogador e treinador, Ronaldo, eternamente corinthiano, Paulo Sérgio, tetracampeão, Marques, que jamais teve coragem de fazer uma boa partida contra o Corinthians. Os internacionais Silvinho, Zé Elias, Deco, Edu, quase de volta, Gilmar Fubá, Dinei, que só jogou no Corinthians, Índio, como poderia um índio jogar em outro time?, além de muitos outros que tiveram a infelicidade de jogar em outras equipes, e quando vieram para o CORINGÃO tornaram-se lendas como Basílio, Biro-Biro, Ezequiel, Neto, Marcelinho, Rincón, Vampeta, Gamarra, Sócrates, Ronaldo...


Felizmente essa história jamais terá fim...


Como é bom ser CORINTHIANO...

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Salvem as nossas crianças...


Realmente não sei o que acontece com as pessoas que perambulam por esse mundão de Deus, período difícil, crise, falta de oportunidades, excesso de drogas, ou apenas maldade. Puro e simples prazer de presenciar o sofrimento alheio, situação ainda mais nebulosa quando se trata de crianças. Elas são o estado mais puro de um ser humano, um carro novo, lataria reluzente, inovações tecnológicas, ainda não pegou os vícios do motorista, mas que com o tempo vai ficando velho, queima óleo, pneu gasto, lataria amassada - exatamente como nós seres humanos, ou seriam seres mundanos? - e não estão sendo tratadas como tal. Pais jogando os filhos pela janela, nos rios, esquinas, bares, deixando-os presos, prostituição infantil. Não pode haver crueldade maior do que essa, pois não é dado a elas oportunidade de desenvolvimento, de viver, respirar, sentir, amar, brincar, dormir, sonhar. Sou pai há pouco tempo, e se já não entendia isso antes de sê-lo, agora então é impossível. Fico com o coração partido de dar uma bronca, uma voz firme, uma recomendação. Quanto mais um tapa, um soco, uma coronhada, um beliscão que seja. E quanto mais os casos, menos punição, e mais indiferença. Os telejornais noticiam isso como se mostrassem a rodada do final de semana dos campeonatos regionais. Os apresentadores gritam, pedem punição, soltam jargões, mas nada de efetivo acontece. Estamos estragando, assim como já fazemos com a Mata Atlântica, a camada de ozônio, o respeito, a conversa, o abraço, o carinho, estamos jogando pelo ralo nossas crianças, nosso futuro. Com criança temos que amar, acariciar, beijar, abraçar, ensinar, educar, e quando algo de errado acontece, mostrar que foi equivocado, que não funciona daquela maneira, e corrigir. E não gritar, bater, expulsar de casa, trancar no porão. Que mundo é esse que ao invés do amor, do abraço, do afeto preferimos a dor, o horror e o terror, ganhando proporções estratosféricas se no caso estiver envolvida uma CRIANÇA...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Tão longe...


Por que será que existe o afastamento? Isso é doloroso principalmente quando envolve pessoas, e coisas que gostamos, e lutamos muito para conseguir. O afastamento nesse caso, parece água que escorre por entre os dedos. Digo isso, pois o bem mais precioso que possuo na vida, anda longe. Já havia passado por diversos afastamentos, mas nada tão dolorido como acontece agora. Às vezes o afastamento é necessário, pois precisamos de tempo, necessitamos de ar para respirar, olhar outras coisas, enxergar outras possibilidades. Mas não é isso o que ocorre, não quero nada disso, quero apenas você. Não acordo mais de madrugada, e isso não é bom. Louco? De jeito nenhum, se nossos motivos forem os mesmos. Raspava as mãozinhas na roupa de cama, como se dissesse: "Papai está na hora, cadê meu leitinho?". Olhava por cima da grade, e lá estava você meio que aguardando meu olhar. E agora? Onde eu durmo, no lugar do bercinho há apenas um imenso vazio. De repente, tudo ficou tão vazio, tão oco, tão chato, tão sem sentido. Sei que vou voltar para casa e ela não estará deitadinha no edredom pronta para uma brincadeira, um cheirinho, uma coceguinha, um sorrisinho gostoso que provoque um solucinho mais gostoso ainda. Soluçando ando eu ultimamente sem vê-la, sem segurá-la no colo, sem assitir um desenho ao seu lado, sem brincar contigo, sem banhá-la, sem levá-la para um passeio demorado pela Oscar Freire. Estou junto com você desde o primeiro instante que saiu da barriga da mamãe, e agora afastado parece que tudo me sufoca, tudo me faz lembrá-la. Volta logo para perto do papai, devolve o sorriso no meu rosto. Ah, Beatriz. Que falta que me faz...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Amizade...


Durante toda essa semana algo se apossou da minha pessoa, não sei exatamente o que, mas ando ansioso, empolgado, mãos molhadas. Não vou receber nenhum prêmio (porque receberia?), não ganhei na loto (meu prêmio de loteria se chama BEATRIZ), e infelizmente não me ofereceram aumento (talvez um dia). Mas percebi que é muito mais do que isso, razão pela qual estamos por aqui. Desde que minha filha nasceu, eu ando afastado, não me encontrei mais com meus AMIGOS, 100 cerveja, não tem futebol, sem banho de sol no pátio. Emagreci até, quem diria. Estou pesando o que eu não pesava a tempos (isso é bom ou ruim?). Alguns AMIGOS até se mudaram, e nem consegui encontrá-los para lhes dar um abraço. Mas as chances sempre aparecem, um amor perdido, uma bola na cara do gol, um pedido de desculpas. E a minha chance será grande, cidade de grandes coisas, muita gente, comida, bebida e futebol. Obrigado a todos que estão envolvidos na organização do churrasco no CT Bafo da Lontra, propriedade de um dos maiores arqueiros que (infelizmente) não vi jogar da história do Corinthians. Jamais poderia supor que um dia, daria tanta importância a um encontro desses, fato corriqueiro para mim tempos atrás. Mas percebi nesses tempos de exílio não forçado, que não há coisa melhor que encontrar, conversar, e estar com os amigos. Ainda mais se eles forem os amigos do Bafo da Lontra...
Ps.: Texto escrito por mim e publicado no blog samboleiros

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

As coisas estão acontecendo...


O trabalho de repórter consiste basicamente em buscar informações, depoimentos, fotos e a partir disso transcrever para o papel de forma clara e objetiva exatamente aquilo que a pauta, assunto e ocasião exigiam. Isso tudo para que no exato momento em que o leitor terminar de ler a matéria, esteja totalmente por dentro do assunto, e as repercussões do mesmo. Dia desses, ao escrever sobre rochas e pedras ornamentais, vasculhando diversos sites da internet, vi meu nome "envolvido" em algumas notícias a respeito. Até EU fiquei assustado, mas só até ler o conteúdo de tão "grandiosa" publicação. Agradeço de coração as pessoas responsáveis por tornar, mesmo que seja só para mim, meu trabalho, meu esforço, e meu dia MUITO mais felizes...
Clique na imagem para maiores informações.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Que horas são?




Aquela frase de que "Tempo é Dinheiro" não sei se é correta, pois se meu dinheiro falasse com certeza seria "Até Logo", mas o meu tempo (assim como meu dinheiro) anda bastante escasso. Meu dia começa cedinho, minha pequena BEATRIZ acorda por volta das 7:oohs, e daí em diante a correria é frenética. Estamos em fase final de anuário, a redação fervilha, são informações, textos, telefones, e-mails, todos pedindo tudo ao mesmo tempo. Mas acho que mora exatamente aí o fato de saírem todos os anos, milhares e milhares de jornalistas das faculdades. A pressa, a loucura, o delírio de uma redação, seja ela de jornal, ou revista. Após todas essas sensações, ver seu nome escrito na matéria, é gratificante. Claro que o tempo foi pelo ralo, os cabelos brancos já aparecem em profusão, mas tudo vale a pena. Depois desse turbilhão de emoções, volto todos os meus esforços para minha BEATRIZ, e agora são outros tipos de emoção que se apossam da minha pessoa. Sai o jornalista, entra o papai. Prefiro as duas, já que as duas são emocionates, e me dão muito prazer. Segurá-la no colo, conversar, vê-la sorrindo, crescendo, escrever, pesquisar, vê-la pronta. Mas quando consigo desligar, (será que consigo mesmo?) já está quase na hora de mamadeira, fralda, vitamina (pra mim ou pra BIA?), texto, computador, matérias, e-mails, contatos. Hora do almoço, hora da entrevista, hora do Aptamil, tá quente, tá frio, roupinha de algodão, ou de plush, Casa&Mercado, ou Construção&Negócios. Que horas são?