terça-feira, 30 de abril de 2013

A várzea e os outros


A força que impulsiona todo esse movimento, na realidade, se chama futebol. Colocar o uniforme, calçar as chuteiras e entrar em um campo ou quadra é algo que não se consegue explicar de maneira simples. “Futebol é muito mais do que um esporte, é um fenômeno cultural que transcende a esfera da racionalidade e nos coloca em contato com comportamentos humanos arquetípicos, sendo a ludicidade um deles”, diz o professor de Educação Física e Sociólogo, Reinaldo Pacheco.
Por isso, cidades que não possuem áreas disponíveis, ou talvez clima adverso para se organizar um campeonato de várzea, procuram outras alternativas, mas sempre com a intenção de praticar o futebol. Cidades praianas têm campeonatos de Beach Soccer, ou ainda futebol de areia. Em cidades mais frias, Jaraguá do Sul é um bom exemplo, o futebol de salão faz absoluto sucesso.
O “Esporte da Bola Pesada”, como já foi apelidado por conta da bola com circunferência menor e com maior peso, surgiu em 1934 no Uruguai através do professor Juan Carlos Ceriani que o chamou de “indoor-foot-ball”. Existem outras histórias sobre o nascimento do esporte, mas esta é a mais provável. No ano de 1954, foi fundada a Federação Metropolitana de Futebol de Salão e as primeiras regras apareceram apenas dois anos depois.
Assim como no salão, onde o Brasil possui diversos títulos, o Beach Soccer também está entre os esportes coletivos que mais deram alegrias ao País. O primeiro mundialito aconteceu em 1994, na praia de Copacabana, e a partir daí, o esporte, por conta de algumas características como local para a prática, casando bem com o estilo do povo brasileiro; alta média de gols; e formato de disputa, com três tempos de 12 minutos e intervalos com três minutos cada, que favorecem a transmissão, virou mania, principalmente no verão.
Com estilo semelhante, o futebol de areia também possui seu campeonato próprio, e embora alguns achem se tratar do mesmo esporte, existem diferenças entre o Beach Soccer e o futebol de areia. A mais perceptível é que o primeiro é praticado em areia fofa, enquanto o outro é jogado em terreno firme. No Beach Soccer, o time é composto por cinco atletas, enquanto no futebol de areia são seis jogadores.
Por último, o Futebol Society, também conhecido como futebol 7, e que assim como os outros também possui confederação, fundada em 1996 por um ex-árbitro de futebol de salão, e é uma febre das grandes cidades. É praticado em uma espécie de carpete feito de grama sintética, inclusive com sistema de amortecimento para não prejudicar as articulações dos praticantes.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Isso é várzea


A bola que rola no campo já está um tanto quanto gasta pela sequência interminável de partidas, além da cor avermelhada pelo contato com a terra levantando poeira a cada chute, dividida ou jogada mais ríspida. Ela é sempre punida pelo “juiz”, que, na maioria das vezes, é algum conhecido do time da casa, muitas vezes descalço e sem camisa e que não liga para as reclamações. Improvisação é uma das características principais. A “chanca”, nome da chuteira para os mais antigos, sente a falta de alguns cravos, mas ainda possui a cor reluzente dos últimos lançamentos.

A torcida, em sua maioria moradores dos arredores do campo, fica posicionada rente ao alambrado corroído pela ferrugem e com diversos buracos, e se manifesta a cada lance de perigo ou chance desperdiçada. Os nomes dos times são atrações a parte e tornam os jogos verdadeiros clássicos. 100 Querer contra o Mella Pé; Cruz Credo e Boa Esperança; e o Bate- Fácil enfrenta o Vida Loka. Invariavelmente seguidos pelos nomes dos bairros, ou como eles preferem, comunidades onde estão localizados.
“A comunidade é super importante para nos auxiliar com doações, por menor que elas sejam, pois a maioria é carente, e nos ajudar em projetos sociais e eventos para cobrir os gastos que temos”, explica Paulo Toledo, presidente do Unidos da Doze, time do Parque Doroteia, zona sul da cidade de São Paulo. A participação é quase uma regra para os times varzeanos, e as histórias têm muito em comum. Geralmente iniciados pela força de algum morador apaixonado por futebol e que foi passando o ideal de geração a geração.
É assim desde a época do Clube Atlético Ypiranga, fundado em 10 de julho de 1906, e um dos pioneiros da várzea. Mandava seus jogos na Várzea do Carmo, inclusive levando as bolas e as traves. Ou mesmo do poderoso Corinthians, que surgiu disputando torneios amadores e, após muita luta, conseguiu entrar na Liga para disputar jogos e torneios ao lado dos grandes da época como Mackenzie, Paulistano, Germânia entre outros.
O tempo passou, os times são outros e o futebol varzeano continua firme. Apesar das cidades estarem “menores”, pois hoje cada metro quadrado é disputado à tapa por todos, principalmente pelas grandes construtoras, e os campos cada vez mais escassos, as equipes se multiplicam. Especula-se que existam cerca de 2 mil times de várzea, apenas em São Paulo, sendo muitos deles registrados em cartório.
Alguns privilegiados possuem campos, vestiários e até iluminação, casos do Flor de Vila Formosa e da União Recreativa Cultural Amizade (URCA). O último possui uma espécie de campeonato organizado, trio de juízes contratados, diversas equipes uniformizadas e só é permitido participar se for convidado. “Fui convidado para jogar em 2007 por um amigo de faculdade, fui ver como era e estou até hoje”, relata Nardelli, capitão do São Cateano, um dos sete times que disputam o caneco.
Por falar em campeonato, a várzea foi, durante os anos 70, 80 e 90, atração na televisão aos domingos com o Desafio ao Galo, transmitido e patrocinado pela TV Record. A fórmula do torneio era simples, com os vencedores jogando todos os finais de semana até que fossem superados. O troféu tinha formato de um galo, daí o nome do torneio e, ao final do ano, as equipes que tivessem ficado mais tempo invictas disputavam o super galo.
A nova versão do Desafio ao Galo é a Copa Kaiser, maior competição do Estado de São Paulo com 192 equipes participantes, e que nesse ano chega a 13ª edição. E assim como na capital paulista, outras cidades possuem seus campeonatos, sempre com sucesso de público. Como a Copa dos Bairros, realizada pela Prefeitura Municipal de Manaus e que contou com 11 mil pessoas assistindo à partida final entre Parque Dez e Raiz.
Muitos dizem que a magia do futebol, aliada à habilidade do jogador brasileiro, vem desses campeonatos e muitos são os exemplos. Kléber, atacante do Palmeiras; Elias, meio de campo do Corinthians; e Diego Tardelli, centro-avante do Atlético Mineiro, deram seus primeiros chutes em times varzeanos. Além de César Sampaio, Cafu, Zé Maria e tantos outros. “Futebol não é fácil como todos acham, tem muito jogador de várzea que tem talento, mas não consegue jogar num time profissional”, declara Elias.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Chamem o Telê!!!!





Publicado no blog PELEJAS em 08/11/2012

O Brasileirão 2012 ainda não está decidido, mas provavelmente, isso se o fim do mundo acabar não acontecendo, deve tomar o rumo das Laranjeiras. E mais uma vez, o Clube Atlético Mineiro ficará pelo caminho. Escrevo isso, pois é o que vem acontecendo desde 1971, ano do primeiro brasileiro realizado – os campeões brasileiros dos anos anteriores saíam da Taça Brasil e da Taça de Prata - e do único título conquistado pelo galo.

Reconhecidamente um dos maiores do país, o Atlético vem sofrendo há anos para conquistar algum campeonato que realmente façam seus torcedores se orgulharem de vestirem seu manto. Mas, assim como diversos outros times brasileiros, o galo vem de administrações bastante turbulentas que culminaram em cofres vazios, atrasos de salários, e consequentemente, times fracos. Para fechar com chave de ouro, o Cruzeiro, maior rival dos atleticanos, vem montando equipes fortes e conquistando diversos títulos nos últimos anos.

Após a chegada do falastrão Alexandre Kalil à presidência, a situação melhorou um pouco, mas nada que faça seus torcedores pularem de alegria. No campeonato brasileiro de 2010 ficou na 13ª colocação e no brasileiro de 2011 alcançou apenas a 15ª colocação. Jogou a última rodada do campeonato brasileiro passado contra o Cruzeiro, e se vencesse, rebaixaria o rival. Chance para ganhar novamente o apoio da torcida. Mas, para colocar mais fogo no caldeirão, tomou de 6 e os jogadores acabaram saindo escoltados do estádio Independência.

Esse ano, sem sombra de dúvida, será o mais produtivo e com melhores resultados da década!!!! Apesar do caneco não vir, o Atlético está classificado para a Copa Libertadores de 2013 e tem um elenco forte com Ronaldinho, Jô, Vítor, Réver, Bernard, Júnior César e outros. Ainda não se sabe quem sai e quem chega, mas mantida a base ano que vem pode ser bastante positivo. Talvez com esse time e o comandante do primeiro título brasileiro, Telê Santana, o galo vivesse momentos melhores.

O mineiro Telê Santana era de personalidade forte, exigia sempre muito dos atletas, tanto em campo como fora dele, acompanhava tudo que o cercava, a ponto de, na época que comandava o São Paulo, retirar do gramado em que treinavam os jogadores tricolores fungos e larvas que matassem a grama, para que o “tapete” ficasse perfeito.
Ficou marcado como técnico de uma seleção brasileira que tinha no meio campo Sócrates, Zico, Cerezo e Falcão e que acabou derrotada, tal era o ímpeto para vencer qualquer adversário que aparecesse pelo caminho. Acabou sem o título com a amarelinha, mas foi à forra com o São Paulo bi-mundial que tinha um timaço montado por ele com Raí, Cafu, Palhinha, Muller e tantas outras feras.

Até hoje, Telê Santana é o técnico que mais dirigiu o Galo em todos os tempos com 434 jogos. Treinou ainda Fluminense, Botafogo, Grêmio, Palmeiras, Al-Ahly da Arábia Saudita e Flamengo. Como jogador atuou apenas no Fluminense, Guarani – SP, Madureira e Vasco da Gama, sendo ídolo até os dias de hoje no tricolor carioca. Foi ganhador do célebre prêmio Belfort Duarte, homenagem feita ao atleta que passasse dez anos sem ser expulso, tendo jogado pelo menos 200 partidas nacionais ou internacionais.

Possuía diversos apelidos, entre eles o de pé-frio, por conta das consecutivas derrotas com a seleção nas copas de 82 e 86, muquirana, por sua conhecida sovinice, e Mestre Telê, alcunha dada pela torcida do São Paulo. Mas um apelido em especial, acho que se encaixa mais na situação atual do Atlético Mineiro, e que coincidentemente foi dado pela torcida do Fluminense: fio de esperança.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Ontem e hoje


Publicado no blog PELEJAS em 20/09/2012

Todos nós, amantes do futebol, sabemos que qualquer encontro entre Brasileiros e Argentinos é sempre cercado de muita catimba, provocação e rivalidade, não apenas no futebol, mas também no basquete, gamão, ping-pong, dominó, arremesso de codorna ou qualquer outra coisa que o valha. Um exemplo típico dessa guerra de nervos que tornou-se Brasil e Argentina é o Superclássico das Américas, torneio jogado apenas pelas duas seleções mais fortes da América do Sul, e que voltou a ser disputado após alguns anos encostado.

Conhecido pelos mais velhos como Copa Roca – possuía esse nome por conta do seu criador, o então presidente argentino Julio Argentino Roca, com o objetivo de fortalecer a cordialidade esportiva entre as duas nações - o torneio aconteceu pela primeira vez em 1914 com vitória canarinho por 1 x 0 em Buenos Aires, gol de Rubens Salles, e garantiu a primeira taça da história para a seleção brasileira.

Como não havia uma periodicidade definida para as partidas da Copa Roca, os encontros não foram muitos, mas no somatório de todos eles o Brasil leva ligeira vantagem. São 23 jogos com 11 vitórias brasileiras, nove vitórias argentinas e apenas três empates. Além da taça de 1914, o Brasil ainda levou em 1922, 1945, 1957, 1960, 1963 e 1976. Já os hermanos ganharam em 1923,1939 e 1940. Aliás, 1939 foi o ano em que aconteceram mais partidas entre as seleções, em um total de quatro encontros. No ano de 1971 as duas seleções dividiram o título.  

Em 1976, último ano de disputa ainda com nome de Copa Roca, as partidas também valeram para a Copa Atlântico e contaram ainda com a presença de Uruguai e Paraguai, sendo que o Brasil venceu ambas. A partir daí, o torneio ficou parado e voltou a ser disputado somente em 2011, já com o nome de Superclássico das Américas e com novas regras, entre elas, a não convocação de jogadores que atuam na Europa por conta das partidas não estarem inseridas na chamada data Fifa, quando as seleções realizam amistosos ou jogam pelas eliminatórias da Copa do Mundo. Além disso, os jogos agora são disputados em formato de ida e volta, sendo uma na Argentina e outra no Brasil.

Um fato curioso envolvendo a Copa Roca foi a estreia de Pelé com a camisa da seleção brasileira em 1957. Então com apenas 16 anos, ele estava na reserva – sim, até ele já ficou no banco!!!! – no jogo do Maracanã em que o Brasil foi derrotado por 2 x 1. Mesmo assim, fez o único gol brasileiro naquela ocasião. Dias depois, agora no Paulo Machado de Carvalho, conhecido carinhosamente por Pacaembu, o menino fez o gol de abertura da vitória canarinho por 2 x 0, conseguindo assim, carregar sua primeira taça pela seleção.

Não apenas Pelé, mas grandes craques já jogaram o torneio por suas seleções. Friedenreich, Zizinho, Leônidas da Silva, Heleno de Freitas, Luisinho, Gerson, Rivelino, Tostão, Amarildo, Julinho, Almir Pernambuquinho e tantos outros pelo Brasil. Pela Argentina desfilaram craques do quilate de Labruna, Carrizo, Nestor Rossi, Fischer, jogador que atuou pelo Botafogo – RJ, Andrada, aquele do gol mil de Pelé, Menotti, que depois seria o técnico campeão mundial pela Argentina em 1978, Carlos Bianchi, também técnico supercampeão, Heredia, Pastoriza, Mario Kempes entre tantos. Ausência mais sentida pelos argentinos é Diego Maradona, que estreou pela seleção apenas em 1979, época esta em que o torneio estava parado. 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Destaques...


Postado no Blog PELEJAS em 11/09/2012

Assim como aconteceu em quase todas as rodadas até aqui disputadas, alguém saiu reclamando do apito na 21ª rodada do Brasileirão 12. Está certo que isso já virou rotina na vida de quem acompanha ou mesmo de profissionais da bola, que enxergam no homem de preto uma alternativa para desviarem o foco de uma partida horrível, uma escalação mal feita e até mesmo de um planejamento pouco pensado para a temporada.

Diversas são as situações em que o telespectador liga a televisão para acompanhar o noticiário esportivo, e os comentaristas estão focados em falar do juiz. Ouvi numa determinada rádio dia desses, após mais uma enxurrada de reclamações, que poderia haver uma mesa redonda de árbitros após as partidas, para tentar afastar o ranço que se há em relação à juizada. Na minha modesta opinião, pode ser uma alternativa. Mas, porque será que acontece isso? Vamos aos fatos!!!!

Jogo mais esperado da última rodada, Corinthians e Atlético – MG fizeram uma partida amarrada, truncada, muito falada e com muita reclamação. Como diriam alguns especialistas, foi uma partida muito interrompida pelo apito de Péricles Bassols que expulsou os corinthianos Emerson Sheik e Tite, e o atleticano Junior Cesar, segundo o próprio por “reclamações exageradas”. Além disso, anulou um gol do time mineiro que causou revolta no técnico Cuca, pois segundo a sua indicação havia acontecido um impedimento no lance, e depois disse aos jornalistas que tinha ocorrido uma falta na disputa de bola pelo alto. Juizão atrapalhado, hein?

Desta vez o “beneficiado” foi o time paulista, mas casos iguais já aconteceram com as duas equipes. Em jogo disputado na Vila Belmiro, o Santos bateu o Timão por 3 x 2 com o segundo gol santista em total impedimento. E pior, três vezes no mesmo lance!!!! Já o Galo foi a bola da vez em partida disputada no Engenhão contra o Fluminense, quando o centroavante Fred fez gol legítimo e o juizão apitou irregularidade no lance. Lamentável!!!! Isso sem falar das partidas dos times tidos como pequenos, pois aí já é sacanagem. Acho que quando o juiz erra não há problema, mas sim quando o juiz é safado, quer aparecer mais que os outros, bandeira querendo dar cartão, e por aí caminha a mediocridade...

Nos demais jogos, vacilos como o do São Paulo, que foi batido pelo Bahia por 1 x 0, gol do destaque baiano Gabriel e do Fluminense, que após estar vencendo o lanterna Figueirense por 2 x 0, deixou o time catarinense chegar ao empate, inclusive com um lindo gol de falta do zagueiro João Paulo. Aliás, como já havia antecipado o PELEJAS, os times da zona de rebaixamento, exceção feita a Palmeiras e Atlético - GO, parecem começar a reagir. Além dessa partida, o Figueira já havia dado muito trabalho ao Náutico nos Aflitos apesar da derrota por 3 x 2. O Atlético – GO perdeu suas duas últimas partidas contra Ponte Preta e Cruzeiro, e não vê perspectivas para escapar da zona da degola.

O Palmeiras ganhou apenas um ponto nos jogos contra a Portuguesa e Grêmio, e baixou o preço dos ingressos para a próxima partida contra o Sport no Pacaembu esperando o apoio do seu torcedor. Já o adversário ganhou do poderoso Santos e empatou com o Flamengo no Rio de Janeiro, e vai com tudo pra cima do Verdão atrás de outro bom resultado. O Bahia, outro que gosta de rondar a zona crítica do campeonato, bateu São Paulo e Santos e conquistou seis pontos importantes para prosseguir na série A.

Por fim o Coritiba, que parece que sentiu o golpe após as duas derrotas na Copa do Brasil e ainda tropeça muito no Brasileirão. Ganhou do Internacional – RS em casa pelo placar mínimo e perdeu do Botafogo por 2 x 0 no Engenhão em um jogo de dar sono!!!! Contratou o experiente David, que resolveu pular fora da bagunça chamada Flamengo, e sonha com dias melhores.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Termina a primeira etapa!!!!


Postado no Blog PELEJAS em 28/08/2012

Fim do primeiro turno para os 20 times que disputam a série A do Brasileirão 2012. Como a maioria já sabe, o galo mineiro é o líder, e até com certa folga, pois tem 43 pontos, um a frente do Fluminense, segundo colocado na tabela, e ainda um jogo a menos. Além disso, possui uma campanha irretocável, a melhor na era dos pontos corridos desde 2006, quando o campeonato passou a contar com 20 clubes.


Além das duas equipes já citadas, também estão na zona de classificação para a taça Libertadores do ano que vem, o Grêmio e o Vasco.  Se não houverem maiores vacilos dos ponteiros no campeonato, esse panorama poderá permanecer assim até o final do certame, pois essas equipes já abriram quatro pontos de vantagem para o São Paulo, quinto colocado no geral.

Por falar no tricolor paulista, os times da terra da garoa andam decepcionando neste campeonato. Desde 2002, em apenas três ocasiões, os paulistas não ficaram com o caneco. Em 2003 quem levou foi o Cruzeiro, em 2009 o Flamengo, e 2010 o Fluminense. Os paulistas dominaram em 2002 e 2004 com o Santos, em 2005 e 2011 com o Corinthians e em 2006, 2007 e 2008 com o São Paulo. Em 2012, além do tricolor já citado aqui, temos o Santos na 10ª colocação com 26 pontos, o Corinthians em 12° lugar com 24 pontos, a Portuguesa em 14° lugar com 22 pontos, e por fim o Palmeiras que amarga a zona de rebaixamento com apenas 16 pontos na 17ª colocação.

A disputa na parte de baixo da tabela também tende a ficar emocionante nesta segunda metade do campeonato. Todos dirão que ainda é cedo para dizer alguma coisa, que muita água vai rolar por debaixo da ponte, mas além do Palmeiras, Atlético-GO, Sport e Figueirense tem que apresentar melhor futebol para conseguirem escapar da degola. Em outras edições, os times da rabeira fizeram melhor campanha no segundo turno do que no primeiro, mas em alguns casos não foi suficiente para livrar o time da série B, caso do América Mineiro ano passado, que chegou a bater em casa o campeão Corinthians por 2 x 1, e o vice Vasco por 4 x 1.

Após tantos números e estatísticas, uma coisa é certa: para quem gosta de futebol e de muita emoção, o segundo turno será uma festa!!!! Será que os quatro líderes permanecerão os mesmos? E os quatro lanternas? Será que após tantas frustrações, o galo vai conseguir bicar a taça? Ou os cariocas vão atrapalhar a festa mineira? O Grêmio conseguirá levar a festa para o Sul? Os paulistas vão se recuperar?

Independente do que acontecer, é muito bom assistir a uma partida de futebol com nomes do quilate de Neymar, Ronaldinho, Montillo, Seedorf, Fred, Forlán, Luís Fabiano, Barcos, Paulinho, Vagner Love, Juninho Pernambucano e tantos outros craques. Vendo todos esses craques, a pergunta que fica é a seguinte: No meio de tanta fera, de tanta qualidade será que não aparecerão novos nomes para brilhar pelo Brasil em 2014? É só continuar acompanhando o Pelejas para saber de tudo!!!!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Mercearia da Bola


Postado no blog Pelejas em 14/02/2012
Terminou em 31 de janeiro o mercado de transações do futebol europeu, também conhecida como janela de transferências. É evidente que os clubes estão poupando as suas economias, se é que as tem, visto que as contratações não chegaram a empolgar nenhum torcedor, por mais fanático que ele seja.
Para se ter uma idéia, a “Mercearia da Bola” apontou a ida do húngaro Balázs Dzsudzsák ao Dínamo Kiev como a maior transação feita no meio da temporada européia. O jogador estava no Anzhi Makhachkala, time russo de Roberto Carlos e Jucilei, dois ex-corinthianos. O segundo da lista é o senegalês Papiss Demba Cissé que reforçará o Newcastle, e o terceiro, certamente mais conhecido que os dois primeiros, é o brasileiro naturalizado italiano Thiago Motta, que vai jogar pelo PSG da França.
Apenas pelo nome dos envolvidos, é possível notar que o mercado não foi lá essas coisas. Thiago Motta não é perneta, mas também não é capaz de desequilibrar partidas a favor de seu escrete. Teve sim muita competência e profissionalismo quando resolveu jogar pelo mundo, pois já vestiu as camisas dos maiores da Europa, como Barcelona e Internazionale de Milão e até da seleção italiana, fazendo inclusive o gol da vitória da “azzurra” contra a Eslovênia pelas eliminatórias da Eurocopa que será realizada no meio deste ano.
Natural de São Bernardo do Campo, Motta iniciou a carreira no Juventus da Mooca, tradicional equipe de São Paulo. Foi convocado pela seleção brasileira sub-17 e chamou a atenção dos olheiros do hoje temido Barcelona. Quando chegou ao time azul-grená em 2001, a situação era um pouco diferente da atual, pois o clube passava por uma violenta crise, só amenizada anos depois com as chegadas dos brasileiros Deco, Sylvinho, Ronaldinho Gaúcho, Edmílson e Belletti.
Com essa base, o Barcelona ganhou o bi espanhol e também a liga dos campeões da Europa, torneio mais importante do velho continente. Mas, o que foi bom para o clube, acabou não sendo para Thiago Motta que com tantos craques no elenco acabou perdendo espaço e foi cedido ao Atlético de Madrid. Lá, não conseguiu desenvolver seu futebol por conta das diversas contusões sofridas.
Resolveu sair da Espanha e aportar na Itália para desfilar seu futebol pelo Genoa. Após boa temporada pelo médio italiano, voltou a chamar a atenção de diversos grandes e acabou contratado pela Internazionale de Milão. Caiu no gosto do então treinador, o português José Mourinho, e passou a titular do time que foi campeão mundial e da liga dos campeões da Europa ao lado dos brasileiros Lúcio e Maicon. Como não havia jogado pela seleção principal do Brasil, resolveu aceitar o convite para jogar pela Itália.
Agora, aos 29 anos, terá a oportunidade de vestir a camisa, diga-se de passagem, uma linda camisa, de um clube francês, fato este que ainda não havia experimentado em sua carreira. Boa sorte a ele!!!